Expansão adiciona teleporte, isca holográfica, nova arma e um inimigo criado especificamente para caçá-lo

A Bloober Team resolveu fazer uma coisa curiosa com Cronos: The New Dawn.

Pegou um survival horror construído em torno de tensão, gerenciamento de recursos e inimigos que podem virar aberrações ainda piores se você fizer besteira…

…e decidiu dar ao novo protagonista praticamente o kit de ferramentas do Batman espacial depois de três cafés.

O estúdio divulgou um novo trailer de jogabilidade de Cronos: Lazarus, expansão de The New Dawn, mostrando pouco mais de quatro minutos de ação. E ficou bastante claro que o DLC não pretende simplesmente repetir aquilo que o jogo base já fazia bem.

Aqui teremos mais velocidade.

Mais mobilidade.

Mais poder de fogo.

E aparentemente bem menos tempo para ficar parado no corredor pensando se aquela sombra realmente se mexeu.

Veja o trailer.

O Warden agora é o protagonista

A grande mudança começa pelo personagem principal.

Em Lazarus, eu assumo o controle do Pathfinder, versão mais jovem do Warden conhecido em Cronos: The New Dawn. A ideia da expansão é justamente mostrar parte de sua história antes dos acontecimentos do jogo principal e explicar como aquele personagem chegou ao ponto em que o conhecemos.

Isso já torna o DLC interessante por si só.

O Warden virou um dos personagens mais pedidos pelos jogadores desde o lançamento, e a Bloober aparentemente percebeu que existia história suficiente ali para justificar algo maior do que um documento escondido numa gaveta.

Segundo o estúdio, Lazarus não deve ser tratado apenas como capítulo lateral. A expansão contém partes da história do personagem e segredos ligados ao Collective.

Traduzindo do idioma oficial dos desenvolvedores:

Tem lore.

Muita lore.

Provavelmente algum documento com oito páginas explicando por que todo mundo tomou decisões terríveis.

Teleporte muda completamente a brincadeira

A primeira habilidade realmente importante mostrada no novo material é o teleporte.

O Pathfinder consegue se deslocar instantaneamente em determinadas áreas, utilizando a habilidade tanto durante combates quanto para atravessar ambientes e alcançar locais inacessíveis normalmente.

Isso parece simples.

Não é.

O jogo base trabalhava bastante com posicionamento, corredores apertados e aquela eterna dúvida:

“Vale a pena correr por esse inimigo ou gasto metade da munição que encontrei nos últimos quarenta minutos?”

Com teleporte, a movimentação fica muito mais agressiva.

Posso escapar de grupos.

Reposicionar rapidamente.

Chegar a áreas elevadas.

Evitar alguns combates.

E provavelmente me teleportar para o lugar errado e morrer dez segundos depois.

Porque é videogame.

Toda ferramenta de mobilidade eventualmente vira uma ferramenta para chegar mais rápido ao próprio funeral.

Também dá para enganar os inimigos

Outra habilidade interessante cria uma espécie de isca holográfica.

O Pathfinder projeta uma cópia de si mesmo que chama a atenção dos inimigos enquanto ele fica temporariamente invisível.

Isso adiciona um pouco mais de furtividade ao combate.

Em vez de resolver todas as situações distribuindo munição entre os monstros, posso tentar criar distrações, escapar ou preparar uma abordagem diferente.

Na teoria.

Na prática sei perfeitamente como isso vai acontecer.

Ativo o holograma.

Fico invisível.

Dou três passos.

Bato numa cadeira.

Todo mundo olha.

Perfeito.

Plano impecável.

Gladius aumenta o poder de fogo

O trailer também destaca a Gladius, nova arma da expansão.

A Bloober já havia apresentado o equipamento anteriormente como uma das ferramentas do Pathfinder, e o novo gameplay reforça que o personagem terá acesso a um arsenal e habilidades consideravelmente diferentes daqueles disponíveis para a protagonista do jogo principal.

Essa mudança conversa diretamente com a proposta de Lazarus.

A própria desenvolvedora afirma que a expansão terá foco maior em combate rápido e ação intensa.

Então não espere simplesmente Cronos: The New Dawn 1.5.

A base continua ali.

Ainda temos monstros grotescos.

Ainda temos ambientes opressivos.

Ainda temos aquela arquitetura retrofuturista que parece ter sido projetada por um arquiteto soviético após assistir Alien.

Mas agora o personagem tem ferramentas que permitem enfrentar tudo de maneira muito mais agressiva.

E alguém está caçando você

Como se não bastasse o resto, existe uma nova ameaça criada especificamente para perseguir o Pathfinder.

A Bloober descreve esse inimigo como um rastreador persistente enviado pelo Collective, cuja função é localizar e eliminar o protagonista.

Excelente.

Nada melhora uma exploração tranquila como descobrir que existe um sujeito profissionalmente contratado para arruinar seu dia.

A ideia imediatamente lembra perseguidores clássicos do survival horror.

Nemesis.

Mr. X.

Pyramid Head em seus momentos mais incômodos.

A diferença é que aqui o Pathfinder possui um arsenal bem maior para fugir, enganar e reagir.

O resultado pode produzir uma dinâmica interessante.

Quanto mais poderoso fica o jogador, mais agressivo precisa ser aquilo que o caça.

Senão vira aquela situação de filme de terror em que o assassino aparece e a vítima simplesmente possui um tanque.

Perde um pouco da tensão.

O jogo base já tinha inimigo bastante desagradável

Vale lembrar que Cronos: The New Dawn nunca foi exatamente um passeio.

Uma das mecânicas principais envolve os Orphans, criaturas capazes de absorver cadáveres de outros inimigos e passar pelo chamado Merge. Se o jogador não destruir os corpos adequadamente, aquele monstro que já era ruim pode se tornar mais rápido, resistente e ganhar novas habilidades.

Era uma ótima maneira de transformar um pequeno erro em:

“Parabéns. Agora você criou um chefe opcional.”

Lazarus aparentemente mantém essa filosofia de pressão, mas dá ao jogador mais maneiras de reagir.

É uma diferença importante.

O personagem não está necessariamente mais seguro.

Só ganhou ferramentas mais sofisticadas para entrar em situações ainda piores.

A expansão parece quase outro estilo de Cronos

O mais interessante do novo trailer é perceber como a Bloober não está tentando esconder essa diferença.

O jogo base era mais cadenciado.

Lazarus parece muito mais agressivo.

E isso pode ser uma ótima decisão.

Expansões são um dos melhores lugares para experimentar sem destruir aquilo que funcionava na campanha principal.

Resident Evil já fez isso.

The Evil Within fez isso.

Até Control mudou bastante a sensação de algumas áreas nos DLCs.

Aqui a Bloober tem a chance de mostrar outro lado do mesmo universo.

E existe uma explicação narrativa perfeita para isso: estamos controlando outro personagem.

Um personagem treinado de maneira diferente.

Com equipamentos diferentes.

Numa fase diferente da própria vida.

Então não parece simplesmente que alguém abriu as configurações e colocou “velocidade do jogo: 150%”.

Ainda não existe data exata

Cronos: Lazarus está previsto para chegar no outono do hemisfério norte de 2026, o equivalente ao quarto trimestre do ano, para PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2. Até agora, a Bloober Team não divulgou um dia específico para o lançamento.

Então calma.

Ainda não precisa abrir a loja digital a cada três horas.

O DLC está vindo.

A data ainda não.

Mas o novo trailer já deixa claro que teremos algo consideravelmente diferente do jogo principal.

Mais ação.

Mais mobilidade.

Mais ferramentas.

Um inimigo criado para perseguir o jogador.

E provavelmente a mesma quantidade absurda de trauma psicológico.

Porque uma coisa a Bloober não muda.

Você pode dar teleporte, invisibilidade, rifle e até uma bazuca para o protagonista.

Ainda vai existir um corredor escuro onde eu não quero entrar.